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a paixão é a prova que há tanto é trova cancioneiro de amor
ou margem de um rio resguardo despótico há tanto vazio
o traje é a veste que há tanto se despe suspensa por um fio
os lábios são púrpura timbre ou volúpia do teu sabor
ou até carmim inalam jasmim do plácido fulgor
o ventre que aufere há tanto não fere o teu desamor
o passo é um traço trilho de aço de quem nunca emergiu
acercada a hora da chegada agora de quem nunca partiu

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1.12.09










. adezembram.se as horas na narrativa de um conceito . como se ao peito fora um laço o pensamento suspeito . ou tão somente um abraço do sacrifício liquefeito .




[.o rosto é do Luís Prata e as hortênsias são da São.]


29.11.09

[aniversário primeiro] [intemporal]







da diversidade da esfera à unidade da espera
da multiplicidade da terra à universidade da guerra
de um laço nasceu um espaço onde a alma se acrescenta
para ser sílaba corrente de uma conta extinta
para ser verso crescente para ser estrofe faminta
celebra.se hoje o aniversário primeiro deste momento intemporal
para mim a ascese de um monástico ritual
para vós o silêncio de uma leitura informal
aos que se apartam o desejo de um percurso feliz
aos que permanecem a gratidão deste e.terno aprendiz




[.fts de Hugo Farinha e Pedro Lima na "entrada".]

[.fts de Nuno André Monteiro e Claire Laire e ft lateral de Marco Gomes.]


21.11.09









um dia ainda hei.de ver o meu país ser grande
ser uma fenda do mundo que do fundo se estende
ser a raiz da língua mátria que em toda a terra se compreende
ser a flor de lis e ser a pátria que ao ser a chama se acende
ser de cariz semiótico um vocábulo ávido que se entende
ser a tatuagem na pele que o corpo à alma prende




[.fts de António Carreteiro e Sónia Cristina Carvalho e Marta Ferreira.]