em cada nuvem cinzenta
há um compasso de espera
de clivagem sedenta
entre a paz e a guerra
ainda que uivem os lobos
e vociferem as feras
ainda que bradem os corvos
e se irrealizem quimeras
em cada estado de espírito
há um compasso de espera
de clivagem sedenta
entre a paz e a guerra
ainda que uivem os lobos
e vociferem as feras
ainda que bradem os corvos
e se irrealizem quimeras
em cada estado de espírito
há o desgaste da terra
em cada haste há o grito
e em cada mastro há o rito
do predador que assim ferra
. fotografia de Fernando Pedrosa .

18 . Intemporalidades .:
nuvens, gostamos daquelas que trazem o alimento à terra, das de algodão doce que nos trazem à boca o gosto de um tempo de inocência e de quimeras de açucar pulverizando os nossos sonhos
das outras, as que não vemos mas sentimos o seu amargo peso sobre os nossos ombros, queremos distância... que não nos falte o fôlego, para as soprarmos para longínquas galáxias
e tu, meu amigo... hoje acordaste cheio de fôlego!
obrigado!:)
abraço-te
nandinho
"O rito do predador", e o grito da depredada, primeiro, parece que custa, mas depois nem custa nada.
Quisesse deus que eu não estivesse acamada...
PAULO
Caríssimo,
E lá no topo da esfera
há a espera
que se teima não desespera
Abracíssimo
Jaime Latino Ferreira
Estoril, 23 de Outubro de 2011
Tantas nuvens negras no nosso horizonte :(
Um poema arrebatador!
bjs
Como eu queria pegar num compasso e desenhar círculos nessa nuvem, cinzenta!...
... depois amarrotar, desfazer cada pedaço até dele ficar nada, nem a sensação de ter visto e sentido.
Boa semana, Paulo!
Beijo
cirrus
cumulus
stratus
as dos anjos lá em cima
as das fotos cá em baixo são blackstratus
as nossas são cinzentas, as da espera
ferra o seu poema Paulo e grita e uiva e brada
bem vindo seja!
um beijo
manuela
e,
blackstratus é uma invenção minha, mas existe
A presa não se redimensiona, não vai além do estado de presa. E chove.
Abraço
Gostei. Apesar da escuridão da nuvem que nos sufoca.
Um abraço e uma boa semana
Querido Paulo
Vivemos num compasso de espera demasiado sufocante...na praça pública, o povo grita de cruzes aos ombros mas...de pé ainda!Há quem se purifique nas esperas...Será? Se os lobos e as feras nos deixarem...Os sonhos já ardem chamuscados mas, acredito que, na alma, a coragem é bandeira desfraldada acima de todos os ventos!
Tambem eu ando em compasso de espera...de quê? Nem sei!!
Beijo amigo.
Graça
E há uma dor dilacerante "do predador que assim ferra" ...que rasga até bem fundo e resvala para bem dentro de nós.
Assim senti o poema!
Para o autor das maravilhosas fotos, um BRAVOOOOO
Beijinhos, Paulo.
Ana Sofia
Querido amigo
Estou soprando estas nuvens para que se dissipem vamos todos juntos, assim logo clareia.
Uma semana de alegrias.
Com muito carinho BJS.
Quem é que se esqueceu de desligar o gás??
É preciso desanuviar para abrir um céu de esperança. Abçs, querido Paulo.
Grande Paulo,
Um poema muito belo a legendar fotografias igualmente belas.
Os meus parabéns! A ambos.
Grande abraço,
Carlos
Béu, béu!
Ké ito? Muita nito!
Béu, béu!
Auf!
Cala-te Téréré! Quando fores grande eu explico-te tudo...
Agora anda, vamos brincar...
Auf!
Auf!
ai que eu amei este lampiãozinho
beijos
"....en cada nube gris hay un compás de espera"....y en cada una de tus líneas la vida entera, que no hay momento ni lugar en la tierra que no se llene de tu sentimiento...de tu alma tan bella.
Un muy fuerte abrazo, Paulo.
Enrique.
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