En ocasiones me siento perdido,
el horizonte difuso, casi desaparecido,
las voces del silencio estallan en mis oídos,
y el frío intenso que siento,
es el de un animal de muerte herido.
el horizonte difuso, casi desaparecido,
las voces del silencio estallan en mis oídos,
y el frío intenso que siento,
es el de un animal de muerte herido.
Busco aterrado el aliento cálido de un amigo,
como pomo de esa puerta que da paso al abrigo,
como promesa eterna de estar siempre conmigo,
allá donde fuera, cuando me sobren los enemigos.
como pomo de esa puerta que da paso al abrigo,
como promesa eterna de estar siempre conmigo,
allá donde fuera, cuando me sobren los enemigos.
En mi ególatra interior siempre veo
que no debo esperar lo que tanto quiero,
que no se debe desear más de aquello
que con tanta generosidad tantas veces se nos da.
que no debo esperar lo que tanto quiero,
que no se debe desear más de aquello
que con tanta generosidad tantas veces se nos da.
Errante, espeso y confundido,
siento el peso del aire,
que amenaza con ahogar mi pecho,
de tantos golpes maltrecho
que ahora se encuentra hundido.
siento el peso del aire,
que amenaza con ahogar mi pecho,
de tantos golpes maltrecho
que ahora se encuentra hundido.
Siento que vuelan mis pies,
noto que apenas rozan el asfalto,
y es que quiero volar tan alto,
que ya no sé si vuelo ó ando,
que tan sólo sé lo mucho que lloré,
tanto,tanto, que las nubes se nutren de mi llanto.
noto que apenas rozan el asfalto,
y es que quiero volar tan alto,
que ya no sé si vuelo ó ando,
que tan sólo sé lo mucho que lloré,
tanto,tanto, que las nubes se nutren de mi llanto.
Continuaré la ronda por las esquinas
sin luz,
por las calles del ayer cuando aún estabas tú,
por lugares repugnantes que me aparten
de tí,
de tu memoria que me duele tanto...y tanto.
sin luz,
por las calles del ayer cuando aún estabas tú,
por lugares repugnantes que me aparten
de tí,
de tu memoria que me duele tanto...y tanto.
Pero siempre volveré al lugar,
volveré al banco, al paseo, al bar,
en que te encontré alguna vez,
y en mi lecho otra vez intentaré
dormirme con tu recuerdo como manto.
volveré al banco, al paseo, al bar,
en que te encontré alguna vez,
y en mi lecho otra vez intentaré
dormirme con tu recuerdo como manto.
. "Perdido" . ensayo de . Enrique Ochotorena .
. fotografia de Fernando Pedrosa .

22 . Intemporalidades .:
"y en mi lecho otra vez intentaré
dormirme con tu recuerdo como manto."
LINDISSIMO!!!!
igual as fotos!!!!!
beijos, ,,,y poca a poco veràs que conseguiràs dormir...bien...mas el recuerdo quedarà sempreeee!!!
às vezes sentimo-nos assim, perdidos de tudo...
e nada melhor que um abraço de amigo, como promessa eterna de estar sempre connosco
Henrique, aqui, não se sinta perdido, este espaço é feito de encontros e reencontros de velhos e novos amigos
Henrique e Paulo, sintam o abraço deste amigo!
e para não acordar o sonho adormecido
abanar o leito o peito o ouvido
ponho nos pés uns sapatos de rainha
preciosas são as pedras raras
os brilhantes que iluminam
os patamares
as escadas
e voo e largo o que tanto me dói
e no bar da noite escura
quero uma bebida doce ou amarga
mas que seja viva
y tu recuerdo como manto de estrellas
.
tão lindo o Ganez! ficou sem cabeça e o pai, zeloso, tirou a cabeça do primeiro animal que ali passou
radical
um prazer ler o Enrique
uma beleza esta página!
um beijo
manuela
às vezes é necessário se perder, pois "achados" não estamos onde gostariamos e nem somos. Abçs, caro Paulo.
A solidão também se passeia por nós, connosco. Aninhamo-la no colo enquanto nos procuramos nos outros...
Um belo poema/ensaio este de Enrique Ochotorena que, pela tua mão, tenho vindo a descobrir e a admirar.
Um bom Domingo!
Beijo
Mi querido amigo Paulo, nunca podré agradecerte lo suficiente el que prestes tu magnífico blog como escaparate de mis poemas ó ensayos, desprenderse de una parcela de este incomparable espacio que tú has creado, para generosamente cederla a un amigo y a los demás mostrarlo, es un acto al que los días que corren no nos tienen acostumbrados.
Si algo valen mis palabras , es aquí donde cobran brillo, donde se hacen sonoras, donde su eco es más auténtico....¡Gracias Paulo, amigo!
Un abrazo enorme.
Quiero agradecer también a cuantos comentan mis ensayos/poemas, en especial a Walter, Manuela y Acacia por su directa referencia.
Continuaré la ronda por tus memorias... Intemporais!!!
Abraço-te
Querido amigo
Ás vezes precisamos nos perder, seria uma maneira de meditar.
Obrigado, também gosto da foto, mas ainda tenho muito a aprender.
Com muito carinho BJS.
Oi Paulo querido,
A poesia está fantástica, repleta de sentimentos palpáveis...
Parabéns Enrique!
E, Paulo você deveria ter visto meu sorriso quando abri tua página e ouvi essa música novamente, um completa o outro de forma perfeita. É barbará.
Beijos meu
"Busco aterrado el aliento cálido de un amigo,
como pomo de esa puerta que da paso al abrigo,
como promesa eterna de estar siempre conmigo,
allá donde fuera, cuando me sobren los enemigos"...
me tocou e me comoveu, obviamente, este poema.
...e as recordações doem sempre tanto, não é Paulo?
Eu sei...sim...sei....
Um beijo e uma lágrima, querido...
que no se debe desear más de aquello
que con tanta generosidad tantas veces se nos da.
Porque será que isto nunca nos chega? Que queremos sempre mais e mais, muitas vezes até sem nada dar em troca?
Os sentimentos devem ou deveriam sempre ser recíprocos.
Um abraço e bom Domingo
Grande Paulo,
É arrebatadora a sensibilidade de Enrique Ochotorena, a avaliar em primeira mão pela aguarela e agora e também pela probidade poética, que tem a minuciosidade de dizer da realidade dos homens, através de uma expressão cuidadosamente bela.
Os meus parabéns!
Grande abraço aos dois e, como sempre, as fotografias de Fernando Pedrosa, fazem deste teu blogue, um lugar de onde nos é impossível sair, a/em cada momento.
Carlos
O que faz uma inválida, em 15 de outubro, defronte, da escadaria da Assembleia "Nacional"?... Pois está de iPad, a ver no écran como decorre a manifestação, gente muito mal educada, as irmãzinhas da Segurança Social deixaram-me lá, e foram ver os homens, e eu só gritava, quando eles passavam, com os cartazes, "cuidado, cuidado, que está aqui uma acamada!...", mas o que pode a voz de uma acamada contra uma multidão em fúria?...
Quando fiquei rouca, deixei de gritar, e quando deixei de gritar, passou-me tudo por cima, indignados e corpo de intervenção!...
Tanto que eu rezei para que o deputado Manuel Tiago, do PCP, me salvasse a buceta daquela violência, depois, acho que desmaiei, e acordei com as minhas nalginhas mirradas todas cheias de pegadas de botas de polícia. Hoje, vou voltar, toda coberta de Hirudoid e Trombocid!...
A luta continua, Jacinta para a rua!...
voei. até aqui.
para deixar uma asa.
intemporal.
saúdo - O.
terna.mente.
Mais uma vez, estupendo texto... e que bom ser em castelhano. Assim mingua a distância entre os dois países ibéricos.
Uma semana excelente, amigo.
Estou de novo aqui pois não queria ir trabalhar sem te deixar um beijo e votos de uma boa semana.
Coração lindo, o teu.
bj
Eu cá não me perco.
Mas também não sei falar castelhano, equilibram-se as coisas
ai, como eu gostaria de afiar as unhitas no vestido dessa senhora!
A esta hora já deves pensar" prontosssss...cá vem a chata, outra vez"!
Já digo como "Outro": "Good Morrrning: It is I: Leclerque!"
Vou trabalhar...mas sinto um cansaço...imaginas...um peso no corpo....(sim, preciso perder uns kg, é verdade)...mas é um peso que vem da alma e se estende a cada músculo.
Devia estar feliz e grata por ter trabalho...nos tempos que correm. Mas se, por um lado, tenho consciência disso, por outro ir trabalhar implica ir ver pessoas que nos "julgam pelo que vestimos...que nos bajulam, que nos dão palmadinhas nas costas para, logo de seguida, nos criticarem até ao âmago! Pessoas que vivem de inveja e de intrigas...prenhes de hipocrisia...!"
Não gosto...não quero...mas tenho de ir...
Apesar do cansaço e do desalento é a profissão que escolhi...que abracei com devoção: ensinar! Transmitir o pouco que sei...tentar "não dar o peixe...mas ensinar a pescar"!
Paulo...fica o meu desabafo...e o meu abraço (irra...mais um pouco e até rimava...)
BShell
tantas vezes nos perdemos algumas nos encontramos nas vielas escuras do pensamento
bjs
Entorpecida ou ébria na emoção da beleza encontrada nesta página, esqueço as palavras devidas!
Lindo!!!
lindo Paulo.
Beijinho
Ná
Meu querido
O que dizer...encontrei-me e perdi-me no sublime encanto deste poema...e vou vestida de poesia.
Parabéns a quem escreveu e a ti que escolheste com a sensibilidade do Poeta.
Um beijinho
Sonhadora
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. a.todos,,, .
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. visitantes . comentadores e amigos do #intemporal# .
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. bem.hajam .
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