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ser outra vez alicerce deste evangelho que finda
ser outra vez mera prece por cumprir pena ainda
ser outra vez do pecado a remissão que não veto
ser outra vez deste tecto sílaba solta dialecto
ser outra vez deste chão peito em arco aberto
ser outra vez da vogal consoante lírica anarquia
ser outra vez afinal quem nunca soube ser um dia

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ainda somos de um tempo
retalhado a folha de ouro
ornado em cassa de linho
como quem borda um tesouro
resguardo de um passado adiado
que o futuro adiantado acrescenta
sempre que o presente ostenta o estado
que este mundo no fundo apresenta
se conseguirmos que a perseverança
seja a aliança e a vaidade do vento
como quem tece uma dança
ou principia um sorriso
gargalhada riso
rasgado ou até sem siso
no compasso de cada andamento
abreviados serão todavia os sinais
dos ais ai de tantos ais
diluídos no firmamento




. imagética de fernando pedrosa .


30 . Intemporalidades .:

TITA disse...

Por via de tantos ais encalhados,de tanta viagem adiada,façamo-nos ao mar da esperança.O meu abraço,Paulo.

São disse...

meu querido Paulo, sejamos perseverantes!

As fotos são muito belas.A música também.

Um abraço apertado e com muita amizade.

walter disse...

por entre tempestades, avançamos... algum dia, a bom porto havemos de chegar!

e ai de quem perseverante não for,e de quem (neste belíssimo poema) não acreditar...

eu acredito, na força que tem a esperança, no dizer deste Grande Poeta!

parabéns por esta página de ouro, é apenas mais uma a somar a tantas


um enormíssimo abraço

Rogério Pereira disse...

Meus ais não são como os demais
diluem-se no mar
Obrigado por me teres mostrado
o barco
meus ais irei procurar

nacasadorau disse...

Só a perseverança pode ser a aliança para abreviar os sinais dos ais.

Aqui, contigo, o "papel" é o espaço onde as palavras jorram como torrentes.

Beijo

abstracto disse...

Belas imagens amigo Pedro, um abraço.

EDER RIBEIRO disse...

Paulo, a imagem me encantou mil. E por sermos deste tempo, seguimos entre passado e presente sem nos perdermos do/no futuro. Abçs.

Margarida Costa disse...

Tudo mas TUDO neste blog me deixou maravilhada! Voltarei :)

*http://oblogdasandracosta.blogspot.com/

manuela baptista disse...

num firmamento de estrelas
do mar

como da gargalhada o riso ai o marear e o barco
e em todos os portos somos
a cassa e o linho


de ouro, o Seu poema!

como o sol que aquece o barco
e dança na noite o marinheiro junto aos candeeiros da cidade

um beijo

alegria de viver disse...

Querido amigo

Maravilhoso seu poema, somos do tempo certo nos encontros da vida.
Belas fotos.

Lindo fim de semana
Obrigado pelo carinho BJS.

Jacintinha Marto disse...

"sinais
dos ais ai de tantos ais", meu amor, suponho que sejam as nódoas negras que ficam daqueles momentos de fúrias das hormonas do negrão... Bem avisa o Ministério da Administração Interna contra o aumento da violência.

Para mim, a violência já não é violência, é um pouco do meu currículo de "ais": antigamente, era em casa, agora, até à porta do Centro de Saúde, onde o sr. doutor me dá injeções, sempre com a promessa de que, em 2012, eu vou voltar a sentir qualquer coisinha.

Sentir qualquer coisinha?...
Quando vejo o meu corpo todo negro, ao espelho, dos tratos dos imigrantes de terceira geração, só penso, "Jacinta, deve ser um milagre ainda estares viva, e nada sentires, porque se sentisses tudo o que te fazem, tinhas os nervos no mesmo estado das tuas nádegas"...

Olhe, um bom ano para si, e que deus lhe permita ver o solzinho dançar, por entre os hematomas dançar

lolipop disse...

Há de facto demasiados ais perdidos...muitos sem eco...que este seja um ano de esperança.
Com um sorriso

Ternurasssssssss

Silenciosamente ouvindo... disse...

Nada como acreditar na força da
esperança...na grandeza da alma
como a do mar e na força da música.
Beijinhos,Paulo

Sonhadora disse...

Meu querido Poeta

Queira o tempo ter mais tempo...os ais menos dor e a esperança tocar cada um de nós.
Como sempre Intenso e Imenso.

Beijinhos
Sonhadora

Bettencourt de Noronha disse...

Grande Paulo,

Um poema tão belo, de recolocagem na rota, a qual, tão breve, espera por ti.

Grande Abraço,

Carlos

Fa menor disse...

Que o sorriso sempre se desenhe nos nossos rostos!

Bjo

Paula Barros disse...

As imagens sempre belas. Gosto de olhar a água, o mar, rios, cachoeiras...e barcos.

E acreditar no futuro, sabendo lidar com o passado, de linha de ouros ou não.

beijo

Daniel Silva (Lobinho) disse...

!ainda somos de um tempo
retalhado a folha de ouro! - isto nao só diria todo um poema, como daria azo a um guião de arte e de vida.

Um abraço porque vives nas nuvens dos deuses poetas...

joaquimdocarmo disse...

De tantos "ais" se faz o tempo, se "retalham" dias e horas dos tempos todos que nem a "vaidade do vento" poderá soprar contra a esperança!
Que força de poema, amigo, cuja beleza espero não ter "rasgado" com meu esboço de "sinal".
Abraço do Quicas

lupus disse...

"Tejer una danza"...increible expresión para definir algo tan bello, como bellos, cada día más, son tus poemas, amigo Paulo.
"Carcajada,risa,sonrisa..." emisiones de sensaciones de momentos felices, alegres,como son todos aquellos que sentimos cuando nos paseamos por tus aposentos, los de este blog, templo de la belleza, de la sensibilidad que acaricia cada uno de nuestros adentros.

Un abrazo muy fuerte y...¡Gracias!

Enrique.

Fézada disse...

Auf!

As minhas gargalhadas são sempre perceptíveis através do meu sensor de disposição...

Auf!

Téréré disse...

Béu, béu!

Eu já nem o vejo...

Béu, béu!

Amizade disse...

Estamos a festejar o nosso 3º aniversário e muito gostaríamos de poder contar com a tua presença no nosso Farol.

Pega uma fatia de bolo e uma taça de champanhe e brinda connosco a muitos mais anos de boa e sã Amizade.

Beijinhos e abraços amigos de

Argos, Tétis e Poseidón

Um Farol chamado Amizade

ki.ti disse...

Isto sim, é que são barcos!

da cor do sol, descascadinhos, a tinta a estalar.

Nada parecidos com uns em que eu tropeço todos os dias, a deitar óleo pelas velas, a cheirar a terebentina, blhác.

Fernanda disse...

Revi o barco atracado. Belo!
Reli o poema que fala de dança de gargalhada e de ...
ais.

Jamais me cansarei de bendizer o dia que o encontrei, Paulo.

Beijo

Graça Pereira disse...

Querido Paulo
O som do acordeão é nostálgico mas, dá-nos o andamento preciso para levarmos o nosso barco, a bom porto...afinal, ainda somos de um tempo retalhado a folha de ouro!
É preciso partir...partir outra vez!!
O barco no cais...apodrece, esquece a rota e outros mares!
Belissimas fotos e um poema que é, ou deve ser, bandeira de esperança!!
O que nos falta??Só soltar as amarras...
Beijo amigo e bom fds.
Graça

Genny Xavier disse...

Paulo,

É muito bom retornar aos questionamentos das tuas itemporalidades...especialmente aquelas que sutilmente expressam o tempo como algo além do ontem, do hoje e do amanhã...é engraçado, mas os versos mais recentes do meu baú de palavras também falam do tempo...
Bom chegar por aqui para deitar os olhos sobre as palavras da tua lavra.
Beijos,
Genny

© Piedade Araújo Sol disse...

as fotos, a musica aliado a um poema muito bem rimado e muito bonito.

gostei de tudo.


um bom fim de semana e um

beij

► JOTA ENE ◄ disse...

ººº
Por incrivel que pareça os candeeiros estão sublimes ...

Mega-abraço !

. intemporal . disse...

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. a.todos,,, .

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. visitantes . comentadores e amigos do #intemporal# .

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. bem.hajam .

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